segunda-feira, 16 de maio de 2011

Titan Desert 2011

Pedalar 590 km em 6 etapas com média de 27km/h, o que acham?? Foi isso o que o campeão Roberto Heras fez.

Após 500 km de corrida em solo marroquino, o Millennium Titan Desert pela Powerade chegou esta manhã à Espanha para jogar uma fase final e dramático da Abla para Granada. Com 111 quilômetros totais de viagem, os participantes mudaram as pedras e areia de Marrocos pelos bosques e trilhas do parque envolvente natural da Serra Nevada.

Na luta pela vitória, depois de percorrer 500 quilômetros de corrida, Milton Ramos e Roberto Heras foram separados por apenas 54 segundos. O bejarano superado por muito pouco de espanhol a partir de Honduras e controlada em todos os momentos de seu grande rival ataques. O vencedor da etapa foi o companheiro de Roberto Heras, Luis Portugal, Leão Pinto, que ganhou a vitória de um dia com um grande sprint para a linha de chegada na entrada de Granada. Heras repetiu nesta vitória curso na prestigiada corrida de mountain bike de que fomos campeões em 2008 e 2010.

" As três questões que eu ganhei foram muito difíceis, mas isso pode ter tido mais componentes para torná-lo assim e tão apertado. mais calor, mais pedras, mais milhas e um palco. Eu tive que lutar muito duro para isso. Desde o início da época que eu tinha definido para voltar à vitória na Titan Desert Millennium Powerade por objetivo principal do ano e ganharam com um rival muito forte que me deixa muito orgulhoso ", disse uma eufórica Roberto Heras na linha de chegada mesmo.

Nas mulheres, a Celina Carpinteiro Português impôs um pouco mais de 15 minutos à frente da americana Rebecca Rusch arrebatar a liderança após a última etapa em solo marroquino.

Na classificação da equipe, toda a equipe RADIKALBIKES venceu a última etapa Phiten equipe / Roberto Heras FORMAÇÃO DO SISTEMA / DOCTOR BIKE um reflexo da intensa angústia vivida pelos dois mestres dessa formação.

Confiram os vídeos:



sábado, 14 de maio de 2011

14/05/11 - Laranjas?? onde??

Vamos para as laranjas?? vamos sim senhor.....
E lá fomos nós, felizes, e muito dispostos, ainda mais que nossos dois mais velhos dinos voltaram ao pedal.... Jair, Washington, Eu, Didio, Zé e o Zardo, esse foi o nosso pelotão. Na hora da saida, ainda estavam o Chiquinho, Gean, o Douglas e outros mais..

E saimos, rumo tancredo e 277, proximo da expovel, apareceu o Grilo e mais um cambota, e ele estava procurando o pessoal, entramos por ali mesmo, passamos pelo cemitério e na frente, eu e o grilo a procura da galera, e no inicio da descida, proximo a construcao da rodovia, os cambotas foram localizados... passamos por eles e giramos a toda, lá em cima, dei meia volta e fotografei a galera, voltei com a nossa galera, e seguimos... mais pra frente, dobramos a esquerda e o cambota seguiu reto. Naquele ponto, já dava pra ver a a chuva era questao de instantes, entao, coloquei a capa de chuva e vimos uns cambotas voltando pra não pegarem chuva.. hehehehe,,,, e continuamos, a chuva veio, e o piso comecou a virar um sabão, muito liso mesmo... tanto é q fui teimoso, nao baixei a pressao dos pneus e paguei o preco né, fiquei bem pra tras, só deslizando, de um lado pra outro, dianteira, traseira, mas não fui pro chão... hehehe.

Na subida, consegui ver a galera e cheguei neles. Chovia, parava, chovia, parava, até q parou tudo e até ameacou um sol. Nas laranjas, decidimos não ir lá, pq já estava esfriando e os outros teimosos não sabem pra que serve uma capa de chuva num tempo como este.... o trecho estava legal, barro, sabão, e muita diversão. Fazia um bom tempo que não riamos tanto como hj, e motivos parece q não faltavam, uma pegação no pé maior que a outra. Até falaram que havia uma "velha gritando" em alguns trechos de trecho molhado, sabão e liso pra caramba... E ela estava em momentos complicados, heheheh. Chegamos perto do BlueIn, entramos na 277 e seguimos embora. No posto de sempre, paramos lá, e vimos um cara lavando a moto, e dai, partimos pra lá. Lava Jato das 6 bikes, ficaram muito melhores. E o pedal foi esse,

Foram 44 km, isso mesmo, passeio ciclistico, 2:30h de pedal, média de 17km/h e max. 44km/h

Um abraço a todos,

quinta-feira, 12 de maio de 2011

Placas Soltas por aí

O que acham destas placas?? vamos adotar elas??


Esta primeira saiu num jornal este mes por aí.. não lembro onde era, mas é bem interessante, várias dicas...

Bem gentil em galera

Jacarés na pista????

Superman de bike....

Isso aí, um carro a menos

Só pra nós mesmo..

Aquele abraco e amanha tem pedal....

quarta-feira, 11 de maio de 2011

PORTUGAL NA VERTICAL

Galera, confira essa competição... 600 km, quem topa?? peguei emprestado do blog http://adinamicadopedal.blogspot.com/ , e tem várias dicas q podemos utilizar também..



Acerca da segurança… do Portugal na Vertical

Há medida que me vou apercebendo dos riscos de pedalar longas distâncias e percebendo quais os riscos de outros países onde eventualmente é mais fácil partilhar a estrada há um aspecto que é evidente...

Pedalar muitas horas nas estradas portuguesas é perigoso, tanto ou mais perigoso que noutros países onde o “randonnneuring” é um desporto com milhares de participantes e onde eventualmente se possa considerar que existe outro patamar de civismo.

Este é um dado de partida; É perigoso pedalar 600 kms em estradas nacionais, algumas delas com muito tráfego, sem berma e sem iluminação… e quanto a isto não há grande volta a dar.

Se tomarmos como exemplo os EUA onde os BRM são participados às centenas, nos últimos 3 anos morreram em acidentes durante BRM 3 dos cerca de 5000 membros dos Randonneurs USA. Fazendo contas rápidas significaria que se toda a população dos EUA participasse em BRM, estes seriam a 8ª causa de morte, tomando como fidedignos estes dados concluísse que quem participa em BRM tem 50% mais hipóteses de morrer num acidente do que a restante população. Não são grandes noticias.

E por cá qual será o nível de risco? Não sei, mas não deve ser menor.

Acho que tenho noção de que o Portugal na Vertical, especialmente durante a noite, tem probabilidades de acidente a não descurar. Ter noção não chega, é bom ganhar consciência deste risco e encontrar formas de o minimizar e evitar fazer coisas estúpidas. De seguida é necessário reflectir se vale a pena correr o risco.
A factura para quem pedala e para quem nos rodeia quando estas “aventuras” correm mal é grande e não há resgates do FMI… é que há coisas que os € não compram e a "glória" é vã e má conselheira.

Este ano para mim o Portugal na Vertical, tudo a correr bem, é o passaporte para o PBP 2011. Vale o risco? Nem sempre tenho a certeza, ainda assim ste ano é mais um ano em que vou correr o risco, mas é um risco sem rede.

Tomando a decisão de o realizar há formas de minimizar os riscos? Sim, mas apenas aqueles que dependem de nós ou que podemos influenciar… faltam outras variáveis associadas às estradas e à circulação de carros, motas e camiões que passam a zumbir ao ouvido.

Estradas – As estradas em PT são cada vez mais as auto-estradas, as EN e EM estão em estados de conservação calamitosos pelo que resta tentar escolher estradas com menos carros, as alternativas são poucas….as outras são IC, IP e AE.

Fadiga – Este é um problema sério que tem grande impacto no segurança de quem pedala, nos últimos anos do Portugal na Vertical fi-lo sempre sem dormir, coisa que este ano não vai acontecer pois como por várias vezes percebi a mente prega-nos partidas e quem acha que o corpo é de ferro geralmente aleija-se. Acresce o facto de já saber como é possível pedalar 600 kms sem dormir, pedalar 1200 dessa forma é inviável… alucinações e outros “números” radicais não fazem o meu género.

A mentalidade do acabar a todo o custo – Vai haver um momento em que terei de abdicar e seguir para casa, pode acontecer em qualquer momento sempre que saímos da zona de conforto.
Nesse momento a questão é ter o discernimento para não tomar decisões estúpidas e querer voltar a pedalar invés de correr o risco de ficar com lesões graves... Sim, porque existe uma linha muito ténue entre o chegar e o ficar pelo caminho.
Em última análise existem mais BRM de 600 kms mesmo aqui ao lado, pelo que é importante perceber que os 600 kms não são uma opção de “vida ou de morte” mesmo para quem queira ir ao PBP…. Há vida para além do PBP e muito para além de pedalar 600 kms .

Fast and Furious - A obsessão do tempo. É normal ter-se um plano de andamento, uma métrica que se ganha com a experiência ou até mesmo sem ela. Sempre que começo a pensar muito nos kms/h lembrou-me que já em 1940 havia Randonneurs a acabar o PBP em 38 horas, pelo que a preocupação é sempre a de chegar… chegar já é recompensa suficiente e a pressa por vezes leva-nos a cometer erros estúpidos que nos colocam em risco.

Lesões – Pescoço, zona genital, mãos sem sensibilidade, joelhos… tudo coisas boas. E aqui há que estudar, ler e aprender nem que seja para perceber como as mitigar e decidir quando chega o momento de ir para casa dormir ou de continuar.

Florescente e reflector – Uma das melhores frases que ouvi foi “...anda um tipo a gastar centenas de € para tirar 100 gramas da bike e vocês com coletes e reflectores…etc...”.
Sim é verdade, ainda assim parece-me que meio metro de terra e uma jarra de flores de plástico são mais pesadas e definitivas do que as gramas das luzes e dos reflectores...

Neste aspecto acho que encontrarmos a combinação que nos garante segurança… a possível e a melhor que conseguimos. Luz traseira de cinco leds em modo fixo, 2 leds fixos no drop do guiador, reflectores no quadro da bicicleta, colete reflector, bandas reflectoras nos tornozelos e uma luz frontal de bateria que nos permite pedalar 11 a 13 horas de noite.

Tic... Tac...Tic... Tac...Tic... Tac...Tic... Tac...

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Paulistanos trocam carro por bicicleta e economizam tempo e dinheiro

Ciclistas esperam que motoristas aceitem a bicicleta como transporte. SP tem 30 km de ciclofaixa e outros 37 km de ciclovias.

Alguns paulistanos encontraram na bicicleta uma opção para se locomover na cidade.

Algumas ONGs que incentivam o uso de bikes estimam que 250 mil pessoas utilizem esse meio de transporte na capital. Ricardo Santos e Wagner Carvalho estão em busca de mais espaço e respeito aos ciclistas que usam as bikes como meio de transporte. Eles fazem parte de outro nível de pessoas: aquelas que se livraram do carro completamente.

“O trânsito é realmente caótico em São Paulo, mas as pessoas vão se acostumando e quanto mais pessoas andarem de bike mais os motoristas sentem a presença dos ciclistas e vão se acostumando. Vão sabendo que existem ciclistas e ao poucos respeitando mais”, acredita Wagner.

Ricardo é publicitário e vai e volta do trabalho todos os dias de bicicleta. “O mesmo caminho que hoje faço de bicicleta era o que eu fazia de carro. No percurso existem algumas casas que eu nunca tinha visto quando eu andava no meu veículo. Agora, de uma maneira ou de outra, faço um exerciciozinho. O que me deixa um pouco mais em forma”, conta ele.

O trajeto de 3 km é feito em 15 minutos. Antes, quando ia de carro, demorava quase uma hora. A mudança também mexeu com o bolso do publicitário. “Com carro, IPVA, seguro, garagem do prédio alugada, estacionamento no escritório, manutenção, gasolina, fora o dinheiro do carro que eu poderia deixar aplicado rendendo. [A economia] Está mais ou menos R$ 500 a R$ 600 reais por mês.”

Wagner é dono de um café e usa a bicicleta o dia todo. “Graças a Deus meu carro quebrou. Eu tive que achar uma alternativa e a alternativa foi muito boa: comecei a usar a bike. Faço mais compras, mas agora em menor quantidade para eu poder levar de bike e é fantástico”, diz.

As pessoas estranham os ciclistas quando transitam na rua. “Hoje em dia, a cultura no Brasil é que quem anda de bicicleta ou é pobre ou é excêntrico. Então, é procurando ser diferente, mas acho que as pessoas estão se conscientizando mais, o trânsito está muito ruim", diz Wagner.

Ciclofaixas e ciclovias
As ciclofaixas de lazer começaram a funcionar na capital paulista há cerca de dois anos. É uma forma de incentivar a boa convivência entre ciclistas e motoristas. “A gente não escuta aquela buzinada que antigamente escutava quando não existia toda essa infraestrutura”, explica o economista Rafael Iglesias.
São 30 km que ligam o Parque das Bicicletas, Parque do Povo, o Ibirapuera e o Villa-Lobos. Elas têm sinalização própria, que deve ser obedecida por todos, mas como são para lazer e diversão, só funcionam aos domingos, das 7h às 14 horas.
As ciclovias são raridade na metrópole. São apenas 37 km que funcionam todos os dias, segundo a prefeitura. O problema é que construir uma ciclovia pode demorar muito tempo. Vai da análise do trajeto, passa pela burocracia das licitações e em seguida vem a construção.
A mais nova ciclovia da cidade, inaugurada há um ano, às margens do Rio Pinheiros, custou cerca de R$ 10 milhões. “Construção de ciclovia e pistas de corrida por toda a Marginal Pinheiros e Tietê, pra mim é o sonho”, conta a professora de educação física Luciene Azevedo.
A Prefeitura diz que existem projetos para mais três ciclovias: no Jardim Helena, na Zona Leste, Jardim Brasil, na Zona Norte, e outra que ligará o Grajaú a Cocaia, na Zona Sul. Ainda não há prazo para o começo das obras.

Metrô e CPTM
Em algumas estações do Metrô também é possível alugar uma bicicleta para se locomover. O serviço já existe há quatro anos e funciona na Vila Mariana, Liberdade, Armênia e Santana (Linha Azul); Paraíso e Vila Madalena (Linha Verde); Palmeiras/Barra Funda, Marechal Deodoro, Santa Cecília, Anhangabaú, Sé, Brás, Carrão, Guilhermina/Esperança e Corinthians/Itaquera (Linha Vermelha).
A CPTM não tem esse tipo de serviço, mas quem tem bicicleta pode deixá-la estacionada e depois pegar o trem. São 6 mil vagas espalhadas em varias estações.

Leis de trânsito
No Código Brasileiro de Trânsito está escrito que bicicleta é um veículo de propulsão humana. Contudo, como é um veículo, tem que obedecer todas as regras de trânsito. A circulação é permitida na pista, no asfalto, desde que na via não exista ciclovia ou ciclofaixa.

http://g1.globo.com/sao-paulo/respirar/noticia/2011/05/paulistanos-trocam-carro-por-bicicleta-e-economizam-tempo-e-dinheiro.html