segunda-feira, 26 de junho de 2017

14-15/06/17 - Rio do Rastro, Corvo Branco e Morro da Igreja

Feriados sempre são uma ótima opção para se pedalar, e neste feriado de Corpus Christi, partiu Bike.
Conversei tanto com o pessoal de Cascavel, quanto de Ponta Grossa, ninguém quis ir junto, até se interessaram pelo pedal, mas sem chance... e eu não queria saber de deixar esta oportunidade passar.

Primeiro dia:
No dia 14, saí de PG as 4:30 da matina, sentido Lauro Müller, e aí fui eu. Dirigir durante a madrugada, pista dupla e boa, faz a viagem render muito. Eram 600 km, e um pouco depois da 11 h, estava eu entrando na cidade. Depois de um rápido reconhecimento, parei entre um posto de combustível e um restaurante, um ótimo local para deixar o carro, falei com o pessoal do restaurante, e não tive problemas, assim, fui "bater o rango" de leve, pois o pedal seria intenso depois.
12:30 já estava em cima da bike, e comecei o pedal... Saindo de LM, já começa a subir, de leve mas sobe.

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Parti de 200 m de altitude, sabendo que o ponto mais alto seria de 1421 m. Passo Guatá, Novo Horizonte, as curvas vão chegando, e depois de cada curva, o visual fica cada vez mais fantástico.

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Até aquele ponto, o clima estava bom, visto que eu havia saído em um momento onde o sol estava mais forte, então saí apenas com a bermuda e duas camisetas manga curta, porém, jaqueta na mochila. E sobe, sobe, precipícios ao lado, barulho de cachoeira, um pouco de umidade em alguns pontos do asfalto, poucas bikes no trecho, um bom movimento de veículos, e a galera só que me incentivava....

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Cheguei no pior trecho, o cimento.... onde a subida fica mais ingrime, e o visual ainda melhor. Fazia mais ou menos uns 7 anos que havia subido o Rio do Rastro, e não lembrava bem certo dos detalhes, porém, não tive problemas, subi bem de boa, pedalando e cantando, hahahaha, isso mesmo, bem feliz com o que via, e o com o que ainda tinha que fazer pra conquistar o topo...

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Nesta parte mais fechada, o sol já estava se escondendo, e com isso, a temperatura baixava bem, tanto que no mirante da cachoeira, parei para curtir o visual, e também colocar a jaqueta.

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Saí com 28 graus, e lá já estava 10 (8 lá em cima). Naquele local, já estava vendo a saída, olhando pra cima, e olhando pra baixo, aquele emaranhado de curvas, onde já havia carimbado todas.
A sensação de chegar no topo é muito boa, ainda mais quando se vê aquela placa com a altitude do local... to no topo. Lá em cima, que visual.... o Sol ainda estava presente, pra melhorar um pouco mais a temperatura.

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Depois das fotos e de curtir o local, bora descer... subir a serra é fantástico, mas descer também é muito bom, mas claro, com responsabilidade e bike em dia com as revisões, pois a descida era longa... comecei a descer, e logo no início, uma pick up me ultrapassou, ok, porém ela já chegou em uma fila com uns 6 carros pequenos e um caminhão, naquele momento, o caminhão estava abrindo para fazer a curva a direito, não pensei duas vezes, passei pela esquerda os veículos pequenos, entrei por trás do caminhão, fiz a curva fechada, e deixei todos pra trás.... sucesso, pista toda pra mim, hahahaha. Muito boa a sensação de descer ela, só reduzia um pouco mais nas curvas molhadas, no resto, estava tangenciando bem, ultrapassando mais uns veículos, e curtindo a descida. Acabou a parte mais fechada, mas mesmo assim mantinha uma média de uns 35-40 km/h, estava muito bom, e alguns trechos com velocidade de 60 km/h.... depois de vários km, aquela pick up me ultrapassou, mas só ela também.... Depois, foi só seguir de boa até LM novamente.
A subida toda, desde Lauro Müller, fiz em 2:30 h, porém a volta, em 40 minutos, e uma emoção única. No momento, foi só guardar a bike, e partir para o hotel em Braço do Norte.

Rio do Rastro
Altitude: 1421 m
Subida: 989 m
Inclinação: 6%
Distancia: 15,4 km
Observação: Saindo de Lauro Müller, são 25 km até o topo, saindo de 200 m de altitude. Todo o trecho asfaltado, porém o trecho de cimento é tem uma subida mais forte. Tem um bom movimento de veículos, mas é muito tranquilo de subir.


Strava:

  • 50,8km
  •  
  • 3:28:05h
  •  
  • 1.932m

Méd.Máx.
Velocidade14,7km/h62,3km/h

Segundo dia:
Um pouco depois das 6 h da manhã levantei, depois de uma boa noite descansada. Tomei o café no hotel e fui conferir o tempo como estava, bem fresquinho, e com uma bela neblina na cidade. Então, como sabia que iria pedalar um bom tempo na altitude, camiseta básica, uma longa térmica, a camiseta da bike, bretele, e o lenço no pescoço.... partiu pedalar as 7:30....

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Depois de 13 km de asfalto, cheguei em Grão Pará, e a neblina continuava, dali pra frente ela começou a abrir um pouco, e o clima foi esquentando. Não era mais tudo asfaltado, mas um bom trecho sim, pedal na beira do rio, até chegar em Aiure, onde estava a frente do asfalto.

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Depois de 30 km, aí sim as subidas começaram a aparecer, e não foi pequena esta recepção, pegou forte, porém, quase toda asfaltada (evoluiu muito o asfalto desde a ultima vez que passei na região). O lado positivo disso, é que nas subidas, depois de cada curva, já se via bem os traços da serra, e aqueles paredões "deliciosos", onde eu estava cada vez mais próximo.

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Asfalto novo, pouco movimento, Sol, um clima muito bom pra girar.....

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Acabou o asfalto, e eu sabia que não faltava muito pra chegar ao topo, pois já conseguir ver o buraco entre as rochas que a estrada passava, porém, não foi fácil chegar lá, pois em cada cotovelo da estrada de terra, a subida não facilitava, e as pedras eram companheiras, alguns momentos a bike queria empinar, em outros, a traseira derrapava, isso sem contar o vento no peito...

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Sobe, sobe, e chego no visual do caracol, que maravilha...

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De lá, consegui subir tudo de uma vez sem paradas até o mirante principal, foi show.... o vento naquelas pedras já estava gelado, e acabei pagando R$5,00 por um chocolate quente (tinha também café com leite, capuccino, quentão, pinhão e mais umas coisas).

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Muitos turistas por lá, e todos de boca aberta por eu estar de bike e de bermuda, hahahaha, coisas que só quem pedala sabe.... até aquele momento, nenhuma bike no trecho. Seguindo o ritmo, mais 5 km de terra até chegar no asfalto, e lá fui eu. No asfalto, relembrei de quando havia passado lá, muitas pedras, e pouco asfalto.. que bom que mudou. Sabia que naquela região tinha alguns pontos de apoio, e a 5 km da entrada do morro da igreja parei num café colonial, e já pedi um misto quente com ovo, e uma coca de 2 litros (estava mais interessante do que somente uma lata, e ainda poderia parar lá na volta e beber um pouco mais).

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Durante o lanche, fique sabendo que uma galera de Tubarão também estava pedalando no trecho, no morro da igreja, já fiquei mais feliz. Sem demorar muito, segui meu rumo, pois ainda não estava na metade do caminho. 5 km e cheguei no trevo, entrei a esquerda e vi a placa de 18 km até a Pedra Furada... vamos lá.... os primeiros 4 km são terríveis, você pensa seriamente em desistir, porém como era ainda 13:30, não me assustei e continuei a subir, neste trecho, se sobe 400 m, sendo alguns trechos com inclinações superiores a 20%, num determinado ponto dei uma parada, só para uma abelha me ferroar, hehehehe.

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Descansei um pouco e voltei a subir, neste meio tempo, muita galera de bike estava descendo.... o mais estranho quando se sobre esta estrada, é que você vê a torre do sindacta a esquerda bem longe, e a estrada segue pra direita, hahahaha, mas mesmo assim, rumo ao topo. Eu ia me guiando pela altitude do GPS e com a quilometragem dos 18 km, parecia não render o pedal. Foram 2 h de pedal pra conquistar o topo, e lá em cima, coloquei a jaqueta, e levantei o lenço para tampar as orelhas, pois a temperatura estava em 8 graus, mas com aquele vento e o sol se escondendo, a sensação era muito menor. Lá em cima, muita gente só de olho em mim, bermuda e bike, hahahaha.

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Depois de me ajeitar e me proteger do clima, partiu downhill....

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Bastaram 30 minutos pra descer os 18 km, hahahaha, não tinha curvas tão fechadas, mas umas descidas bem fortes. Ao finalizar o trecho, percebi que atrás de mim vinham 3 ciclistas, eles chegaram em mim, e conversamos, e acabamos descobrindo que o nosso destino era o mesmo. Parei no café colonial para tomar a coca e a galera seguiu. Subidinha pra chegar no corvo, e depois só descida... que maravilha o trecho, mas não dava pra soltar muito naquelas curvas, pois não existia guard rail nas curvas, e não era bom pensar o que poderia acontecer se passasse reto nelas... chegando no asfalto, já saquei minha lanterna e segui. O sol já estava caindo, e escurecendo muito rápido... já quase escuro, encontrei o trio, e daí seguimos juntos até Braço do Norte, com uma parada em Grão Pará para comer um pastel e recuperar as energias. Com os mesmo R$5 reais, foram um big pastel e uma xícara de café com leite. Mas antes de chegar na cidade, em um dos trechos onde estavam fazendo o asfalto, o pessoal tinha acabado de jogar piche na estrada, em ambos os lados. Nem preciso entrar muitos nos detalhes, mas demorou uns 3 dias para ele sair das pernas, hahahaha, isso sem contar o que grudou na bike.
Chegamos na cidade as 20 h, cansados, porém, com um enorme sorriso no rosto.

Em termos gerais, mesmo indo sozinho, não tenho nada a reclamar deste pedal, foram quase 200 km, 6 mil metros de subida acumulada, e temperaturas que variaram de 8 a 28 graus, isso sem falar da sensação térmica que era muito menor. Subir e descer estes 3 pontos era uma vontade antiga, e agora, realizada. Quem tem vontade de conhecer, vá, não espere juntar um grupo ou algo assim, pois isso nunca é fácil, e o prazer do visual não tem igual. Estas serras de SC são fantásticas.
Corvo Branco
Altitude: 1266 m
Subida: 1016 m
Inclinação: 8%
Distancia: 11,9 km
Observação: Boa parte está no asfalto, a inicial dela, mas o pior trecho na terra, com pedras, o que torna algumas subidas mais ingrimes difíceis de controlar a bike. De Aiure pra frente, sobe muito, e o caracol na parte final, é fascinante
Morro da Igreja
Altitude: 1822 m
Subida: 828 m
Inclinação: 5%
Distancia: 15,2 km
Observação: Sua entrada fica entre o Corvo e Urubici, e a estrada é toda asfaltada, mas tem um trecho inicial de 4km, onde se sobe 406m, com inclinação média de 10, que é muito forte. O vento na região é constante, e o clima frio predomina. Mas o visual da Pedra Furada é muito bonito.
  • 145,1km
  •  
  • 10:03:54
  •  
  • 4.059m
Méd.Máx.
Velocidade14,4km/h67,3km/h

segunda-feira, 9 de novembro de 2015

Brasil Ride 2015 - Pra Quem Pedala

Ótimos vídeos do Henrique e cia...... o interessante deles é que foram feitos durante o pedal, no "calor do pedal"..... 

Confira o PlayList dos 8 vídeos.....

segunda-feira, 26 de outubro de 2015

Brasil Ride 2015 - Vídeos


Etapa 1 (Prólogo) / Stage 1 (Prologue)


Etapa 2 / Stage 2


Etapa 3 / Stage 3




Etapa 4 / Stage 4



Etapa 5 / Stage 5


Brasil Ride - Etapa 6 / Stage 6



Brasil Ride - Etapa 7 / Stage 7

sábado, 3 de outubro de 2015

19/09/15 - Caminho do Itupava

Sábado tocou o despertador as 5:20h, e as 6 da matina nos reunimos pra pegar a van. Seguimos num grupo de 3 vans, com 35 pessoas no total, fiquei com a galera do Papalégua e cia.... Saímos de PG, pegamos a rodovia sentido Ctba, contorno sul, Piraquara, Borda do Campo... chegamos.....


Saímos do ponto de partida as 9h da manhã, e o sol firme e forte. O primeiro trecho até a casa do Ipiranga é cheia de subidas e descidas, com distancia de 7km mais ou menos. Neste trecho, ainda erramos uma parte, mas não precisamos seguir muito adiante, pois já tinha um pessoal voltando de lá. O próximo destino era o Cadeado, e com direito a muitas pedras lisas. Antes de chegar lá, mais uma parada pra comer e beber um pouco.







Chegamos no cadeado, mas os joelhos já começavam a doer um pouco, e já tinhamos passado dos 10km. 10 Km na cidade é uma coisa, no meio da trilha é muito mais pesado, mas bem divertido. De lá, mais descidas, pontes e rios limpos.... acabou a trilha... daí foi só pegar a esquerda e seguir pela estrada.. a direita, seguia pra Estação Lange e Marumbi. De lá foi só seguir até o centro dos visitantes e informar que terminou a trilha....







O lugar é ótimo, indico pra todos fazerem, e era uma trilha que estava querendo fazer a pelo menos uns 7 anos... valeu a pena.

Indicações: vá com um tenis bom para caminhada, de preferencia que não seja liso; leve água e comida (traga seu lixo, pois a trilha em geral é limpa); clima é abafado, vá com roupas leves; GPS no meio da mata quase não funciona, pelo menos garmin 810 e 1000; vá com tempo, levei 5h, porém a média é em torno das 7 horas; se possível leve outra roupa, pois no centro de visitantes tem chuveiro, mas além disso, tem o rio do lado pra se refrescar também.



Fizemos mais ou menos 15 km, de um centro de visitantes até o outro. Do último, se quiser ir caminhando até Porto de Cima, mais 4 km, e até Morretes, mais uns 4 também.


Só digo uma coisa, vá que vale a pena... logo logo quero voltar,

Um abraço

Mapa, clique aqui.

quarta-feira, 30 de setembro de 2015

05/09/15 - Sta Tereza, Sta Maria, Cascavel

No feriado de 07/09 fui pra Cvel, e aproveitei pra levar a magrela e girar com a galera em Cascavel... estávamos lá eu, Jair, Zé, Dindão, Dudu, Alesson e o Luis Fernando.


Saída no mesmo bat local as 14h, e é muito bom ver esta galera reunida... a galera do RDT tinha competição, os que não foram pro MS foram convidados pra girar, mas nada... estão partimos...


Primeiro trecho de asfalto até Sta Tereza, e uns já alucinados como sempre, e eu e o LF só fechando as porteiras... na entrada do parque, primeiro Pit Stop do Dudu... bike ok, e paulera novamente. A descida da serrinha está cada vez melhor, cheia de buracos e pedras soltas, mas todos passaram vivos por ela. Depois dos sobe desce, acabou o asfalto, e percebemos que o Dindão é bom no asfalto, pq em algumas subidas na terra ele sofreu.... ja já pega o jeito......


Não poderia esquecer da galopada do Jair, que na descida serrinha, nas pedras, literalmente sentou no varão da bike, galopou mas não caiu.... era a emoção de guiar uma MTB novamente, hehehehe.

Ultima subida, e Sta Maria a vista. Lá rolou uma boa salada de fruta com o pessoal.




Todos recuperados, voltamos a girar pelo asfalto mesmo até Cascavel.

E o pedal foi assim. Foi muito bom voltar pra Cvel e encontrar este pessoal, que aos poucos estão se organizando novamente pra fazermos aquele grupo de sempre fomos, unidos, e com o motivo único de diversão.

Strava
Distancia: 70,7 km
Tempo: 3:42 h
Elevação: 856 m
Vel. Max.: 64,4 km/h
Vel. Média: 19 km/h